cuversar
O shopping fede a
casquinha de sorvete. Comprar um sorvetinho desses alimenta a ilusão que foi ao shopping. Mesmo sem fazer
outras compras. Gasta tempo. Mas tempo também é ouro. Mas, se encontrar uma
pessoa interessante. Shopping é mato, interesse é ao lado da companhia a ver
vitrines. Aqueles bancos sem encosto, aquelas moitas de plantas, de plástico muitas vezes. Muito negro/a de avental e de saco cheio da ostentação de isopor.
Shopping sempre fedeu azedo daquelas comidas com derivadas do leite, sei lá. Shopping é o
templo do consumo do capitalismo? Das marcas das mesmas coisas, mais caras,
pela grife dos preços embutidos. Do passeio do racistinha, do alienado para as
coisas que escolheu. E o segurança de paletó e seu rádio. Talvez seja bom cagar
em shopping. Instalações de isopor, teto de isopor, decorações de isopor. Trampar
no shopping. Perder a fantasia é no baú de volta. São bonitas mesmo as compras
e desfilar com aquelas sacolas dessas lojas? Dá é esparro, alguém vai cobiçar
aquelas merda de compra. Se estiver nas
prestações, boleto ou cartão. Se perder. A administradora de cartões e
spc, não querem nem saber. Agora no shopping fede pipoca. A hora se esvai para onde? Fica aí,
para quem tem carro, para quem pega ônibus. Quem tem plantão no final de ano. Para
quem da graças a deus de ter gerentes idiotas e estar trabalhando, cada um/a
que rogue. Os dentro governo, os fora governo, todo mundo vai naquela bosta
especulativa. Pessoas em situação difícil das ruas são impedidas de entrar no shopping.
Mardil, quase no mês da consciência negra, sem feriado
nacional, por hora só bandidagem nas gravatas. Já tem bustos e estátuas,
feriados municipais, mas nada para todos/a negros/a.
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