sexta-feira, 22 de abril de 2016



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quinta-feira, 3 de março de 2016




 Samba democrático se ...
Qual a graça de aproximar as pessoa, deixem eles flutuarem
Um samba triste de branco. É um exercício refalar com quem já se falou e fez negócio militância. Parece que cada pessoa tem algo a dizer e não diz. Esta doido! Depois do pau de selfie, quero tirar foto pra ninguém não, falou pra se. Diversidade suportável na medida do possível somente aquela de trabalho bosta. Aquele branco, branca trabalham na secção, suportar no cafezinho.  Aquele saco de pancada do setor que percebe somente suas intervenções. No samba  triste, eles ficam alegres, parece que assimilaram as aulas de dança. Vão ao samba como frequentar estágios para certificação. Qual a lei para feijoada laite ou daite. Foi uma lei que devolveu o samba  a essas pessoas, lei da inclusão. Aquele samba parecia concurso, monte de gente com cara de prova.
Quem fez teatrinho em brasilia, sair das cidades arredores longes; então era sempre o núcleo Plano Piloto pronto brasilia e nos cidade longes, caso eles não simpatizassem totalmente com a aparência, iriamos fazer oficinas para iniciantes em artes teatrais no eterno elenco de apoio no fechamento da oficina. Nem parecia ser praticas para iniciantes, uma pontinha de fala e com muita sorte e provações, se acontecesse. Tudo sempre a perigo. O protagonistazinho escolhido deu crisezinha e foi fazer algo mais certo para o mercado de trabalho.
E no cinema não é diferente, apesar de o tal núcleo gestor ser idealizado na cidade periférica ou no polo zona franca. Mas os/a técnicos tinha um que de samba triste brasilia, sempre chegar depois das leituras e imaginações. Somente levar seu conhecimentozinho de técnica e silencio. E assim três sambas executados. Para os brancos à vontade.
Dilmar Elemento Preto

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016




                Historiafato

Pela minha contagem, segundo ano que o governo de Brasília silencia o carnaval das escolas de samba que a gente acostumou a ver e a ir, desfilar; começaram deslocando novamente do espaço ideal, espaço chamado ceilambódromo para lugar nenhum, lugar agora de um silencio de comunidade negra envolvida, essa que deve fazer jus a uma decepção nos corpos protestando, reclamando, contra algo que vai justamente contra a falada diversidade de acontecimentos na rua que some aos tradicionais. Mas não, uma coisa é slogan de governo outra coisa é a realidade. Visitei a praça do D.I, Taguatinga e percebi um espaço asfixiado e delimitado para os blocos passarem o grupo de tambores no chão, enquanto uma banda aparelhada aguardava sobre o palco apresentação que achei literalmente sem o Axé, o bloco Asé Dudu é um bloco antigo merece todo o respeito. O carnaval se for bloco sincero é preciso desfilar pela avenida e não ficar restrito em um curral. Tem de estar disposto a escrever, brigar por isso e sair das camisas de forças institucionais. Sejamos subversivos ao menos em fevereiro. O carnaval é para gente brincar e chapar. Não para tocar na festa da cidade como um acordo firmado? É em fevereiro. Quem manda em carnaval não era pra ser governo. Quem manda em carnaval é energia de gente. No Plano Piloto fui ao bloco concentrado no setor bancário, muito monocolor no bloco, vendedores brancos empurrando o carrinho de vendas sobre o visitante. Aproveitaram todos os acontecimentos para boicotar o carnaval de escola, quando não era a oposição tradicional de grupos religiosos. Esse ano foi o mosquito com três vetores que transmitiam vírus e insegurança para beijar. Em todas as entrevistas na tv o mote é ser o carnaval da segurança e da limpeza. Tudo mentira porque as posturas dos corpos quando se depara com foliões diferentes é fobias e repulsas. Já não basta enredo que endossavam companhias e governos, agora contra a festa mosquito de três qualidades, os cones da secretaria de segurança, giroflex toda hora, tambores no chão; o palco de aço, estrutura alta, uma banda branca, um palhaço sem graça, musica sem gás. Como nada é novo, somos a pirraça disso tudo, existimos. Será que todxs estamos de passaporte comprado, o governo, as pessoas, e os defensores de governo? Viajamos pra longe e pra perto, de modo que distanciamos das principais questões do mundo pop negro. Quem quiser ficar eu fico, mas não fecho o bico.
Dilmar Elemento Preto



     http://revistausina.com/2015/08/15/performar-a-resiliencia/





    http://revistausina.com/2014/02/15/tiradentes-2014-e-o-cinema-brasileiro-contemporaneo-parte-i/

revista usina 9 2 2016


http://multiplotcinema.com.br/2012/06/entrevista-com-adirley-queiros/
revista multplot 9 2 2016

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016




          Uma são Francisco

Crise externa exerce pressão sobre negro/a que esteja empregado no mercado formal. O racismo aumenta, é um convite ao negro/a pedir conta ou surta.  Ganhar o dinheiro se torna muito mais caro. Então o empregador economiza em seguro desemprego. O  branco gosta do batuque, da energia que o negro/a traz, grava tudo e é capaz de dizer em releituras e ser negro no coração. O branco não gosta é da neurose, psicose do negro/a. Seu descarrego, seu descontrole.  Branco gosta de negro/a polido: sorri e fala baixo. Branco não gosta que o negro/a largue o blues e vai cheirar uma cocaína, uma escama, uma merla, um crack sem dinheiro desespero. Branco atmosfera, branco em todo lugar, parecer lombra bater no sol quente; para branco os votos que a esquerda levou não passou de assistencialismo. Para um negro/a foi um batuque ingênuo defender a permanência de governo coalizado, enlameado, como diz os  teóricos liberais, deixasse que o mercado se estabilize por ele mesmo. Os brancos se preocupam com negro/a orgulhoso/a, o negro/a indiferente. O negro/a tocar o foda-se. Se negro/a não endossasse, muita coisa era para ficar mais amarga. Mas embaça, tem as obrigações da religião, tempo para o patrão, gratidão, perdão, comissão; tempo para senso comusão. E não sobra um tempo para tramar estratégia de ocupar e permanecer. As vezes se perde tempo em achar que já foi   longe. Mas foi perto, falta atender muito negro/a. Mas tem muita conversa leve, pedindo calma, conversa doce, conversa sono, conversa horizontal, conversa dispersa. Ai, não entendo para que tanto rancor, nossa mestiçagem é tão linda, tão nojenta, tão foge do assunto, tão sem leitura. Quem governa sem leitura vai se preocupar com isso?! Seguranças retirem eles!
Dilmar Elemento Preto