domingo, 15 de janeiro de 2017
sábado, 7 de janeiro de 2017
conversa com Luís Gama
sexta, não é feira
sol alto
fato
na moleira
não és um cabeleira
tens desfalque na cumieira
verão
solzão de janeiro
trampo é no subsolo do shopping
ar rarefeito
refrigerador com defeito
bunda e cacunda molhada
transparece na roupa
Grande seção
quem inventou de quebrar as parede
integração é uma coisa verde
elite mais clara, partidária, profissional da política, se diz governar
ostenta dinheiro em compras e contas bancárias em paraísos
estão a fazer essa guerra ao tráfico
as custas de genocídio de gente escura
balas encontradas
ao bem desses status cu
eugenia descarada?
é a retomada mais brutal
dos velhos projetos clareamento?
idealizados por uns
dissimulados por outros.
Nina Rodrigues
Lombroso
Gobineau
Arthur Ramos.
Levar em conta, contexto que viveram?!
Somente se as vítimas dos genocídios pudessem voltar para vingar em legítima defesa
passados criminosos
altos fulanos
que antes de estado pagar, indenização
preferem romantizar, naturalizar
estupros coloniais
objeto sexual
misoginia antiga
o turista ao sair por aí
a sorrir dos nativos
dos seus cabelos e vestidos
cobiçando e apropriando
do que acham exótico
nas estúpidas fotos
imagino Kilombolas
imagino indígenas
um dia de paz em suas cachoeiras sossego
se os olhos grandes desaparecessem.
Dilmar Elemento Preto
domingo, 20 de novembro de 2016
Jazz do genocídio
Nos faz samba
Todo mundo ri e dança
Nos faz funck
Todo mundo se diverte
Nos faz morro
Todo mundo turista
Todo mundo asfalto
Nos faz tudo e de tudo
Quase tudo junto e misturado.
Que me importa
Se a ciência sinica genocida
Ache a fala rápida louka
Agoniada, sobrevivente, inaudível
Ou eivada de moda exótica
Nos faz trabalhos duros
Nem todo mundo paga as diárias justas
Nos faz subemprego
Nem todo mundo é carreira no tal
estado
Nas rajadas vindas de todos os
lados
E principalmente das omissões
propositais
Do estado de morrer.
Essa dança macabra so corpos
negros dançam
Ninguém fica com nos deitados/a
Juntos e misturados
Há danças que há tempos somente nos dançamos
E eles param para sorrirem ou
mudarem de assunto naturalizar
Lamentável, vamos aí.
mardil
sábado, 27 de agosto de 2016
quarta-feira, 10 de agosto de 2016
segunda-feira, 27 de junho de 2016
Oficina
Esquecer, jamais
Us racismos andam por aí
Nos planos quinquenais
Emergenciais
Quinzenais
Detergências
Nas arenas nojentas
Da senha das filas
Solicitar cartões de credito, armadilha
Do representante nojento da instituição
Com seu sarcasmo
De aula financeira de comparação estupida
Para dizer, não.
Taca no cu seu arrodeio, arrombado.
Enfie no próprio rabo
Da consignação
Do estornar
Abusivo a parecer que a dor
É fechamento de sarau
Perante armadilha
Do preço destaque
Da cor amarela caozada
Da câmera 360 grau
Sobrevoar ao redor
Querendo seu qualquer
E com medo da sua cara
Favela ‘perfeição’ da moda agora destaque
Os partidos passam
Mas ficam nos, os de
conceito
Só quero o que é meu
Entre as vias das cores
É com a escura que eu vou até o fim
Cuidado negro
Se te querem
Somente como massa pra se endividar enquanto consome
Você irá se fuder mais
Na mão dos serviços agiotas dos homi
Compartilhe o que você vive
Com suas melhores parcerias
Pois tudo é fase
Tudo que semear
Irás colher nos jardins dos corre.
Diobar fulosao
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